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Onde o poder da grande mídia não chega
Entre os dias 26 a 28 de agosto a Universidade Católica de Brasília realizou um seminário com a temática "A juventude quer viver - Diga não a violência e ao extermínio de Jovens". Diversas autoridades como presidente da CNBB e o representante da ONU no Brasil estiveram presentes. Um dos convidados para debater sobre "Juventude, Mídia e Violências", o professor Dr. Venício Artur de Lima, escreveu artigo críticando os meios de comunicação. Confira o texto:
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Limitar a propriedade em defesa da vida da juventude
O tema do limite da propriedade toca diretamente este assunto. Com o ascenso da modernidade e da pós modernidade, a cidade fora cada vez mais tornando-se referência
Basta! Chega de violência e extermínio de jovens!
A Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens é uma ação proposta pelas Pastorais da Juventude do Brasil, a fim de promover uma cultura de paz em defesa da vida das juventudes, lançada no ano passado no encontro Nacional de Fé e Política, encontro este que agrega diversos atores políticos e líderes das organizações do cristianismo no Brasil.
Autoridades, a juventude quer viver!
Até quando você vai levando, porrada, porrada, até quando vai ficar sem fazer nada?
(Trecho da música até quando? de Gabriel o pensador) Organização popular também é punida
Estado brasileiro reprime movimentos sociais e restringe, cada vez mais, suas margens de atuação.
Para polícia paulista, execução sumária é regra
Assassinatos cometidos pela força de segurança de São Paulo são, freqüentemente, justificados como “resistência seguida de morte”.
"Homens de preto matando pretos ou quase pretos"
Ao transformar vítimas em algozes, polícia do Rio de Janeiro encontra justificativa para o extermínio da população menos favorecida
Na Bahia, a juventude negra na mira
Entre janeiro e setembro de 2008, 1450 pessoas foram mortas pela polícia baiana; maioria é jovem, pobre e afrodescendente
Entidades responsabilizam Estado Brasileiro por política de extermínio
Julgamento não-oficial organizado por mais de 70 entidades condena a sistemática violência estatal contra a população pobre e negra e a criminalização oficial dos movimentos sociais
EXTERMÍNIO: Editorial Brasil de Fato - 10/12/08
Cena 1: o carcereiro joga o garoto, um pré-adolescente, na solitária. Algum tempo depois, “alguém” ateará fogo ao seu corpo. Os outros garotos internados, ao verem a fumaça saindo pela janelinha da sela, começam a gritar, em desespero. O carcereiro atende, mas, por alguma razão misteriosa, “não consegue” achar a chave. O garoto morre torrado. Isso não aconteceu em alguma prisão da Alemanha nazista, nem em Israel, Iraque ou Guantánamo. Aconteceu em São Paulo, na antiga Febem, em 2003. Ninguém jamais foi punido.
Violência Simbólica Institucionalizada
O tema “violência” é realmente um assunto que permite uma grande variedade de possibilidades e de opiniões. Segundo o dicionário Aurélio, violência significa constrangimento físico ou moral, uso da força, coação. Desse modo, quando pensamos em violência, imediatamente pensamos em agressão física, em xingamentos ou insultos a um (a) terceiro (a) de maneira direta. Entretanto, creio que ainda hoje pouco se discute uma forma de violência que sofremos todos os dias, que é velada, camuflada nas relações sociais, pois se disfarça através do silêncio: a violência simbólica institucionalizada.
Reaja! A juventude está morrendo
As condições desumanas e a desigualdade social em que vivem a nossa sociedade resultam numa situação crítica de violência, para combatê-la é preciso cortar a sua raiz que está na injustiça social. A juventude é violentada de diversas maneiras: quando a sociedade não acredita no/a jovem, quando a mídia exibe apenas dois perfis juvenis (o sarado da Malhação e o malandro da favela), quando as jovens mulheres são abusadas e desvalorizadas, quando a juventude negra é humilhada, quando os apelos da propaganda fogem completamente das condições permitidas, mas a forma de violência mais cruel hoje em dia é o extermínio da juventude. A cada dia mais um corpo, mais um sonho, mais uma possibilidade de mudança aparece morto no chão das periferias do país, os jovens que morrem, têm sexo, endereço e raça.
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